Eu tenho medo de ser esquecido
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“All good books are alike in that they are truer than if they had really happened and after you are finished reading one you will feel that all that happened to you and afterwards it all belongs to you; the good and the bad, the ecstasy, the remorse, and sorrow, the people and the places and how the weather was.”
- E. Hemigway

Eu era um jovem, passando fome e bebendo e tentando ser um escritor. Fiz a maior parte das minhas leituras na Biblioteca Pública de Los Angeles, e nada do que eu li tinha a ver comigo ou com as ruas ou com as pessoas em minha volta. Parecia que todo mundo estava brincando de jogar com as palavras, que aqueles que não diziam quase nada eram considerados escritores excelentes. Seus escritos eram uma mistura de sutileza, artesanato e forma, e era lido e era ensinado e era ingerido e acabou. Era um esquema confortável, uma Cultura da Palavra, muito malandra e cheia de nove-horas. Era preciso voltar aos escritores da Rússia pré-revolucionária para achar alguma ginga, alguma paixão. Havia exceções, mas essas exceções eram tão poucas que a gente as lia logo, e lá estava você olhando para filas e filas de livros chatos pra caralho. Com séculos para olhar para trás, com todas as suas vantagens, os modernos não davam pra saída. Tirei livro após livro das estantes. Por que é que alguém não diz alguma coisa? Por que é que ninguém sai gritando? Tentei outros livros na biblioteca. A seção sobre religião era um pé no saco. Fui pra filosofia. Encontrei alguns alemães amargurados que me animaram um tempo, mas não passou disso. Tentei matemática, mas matemática superior era igualzinho religião: não saquei bulhufas. O que eu precisava parecia não existir em lugar algum.
Charles Bukowski. (via oxigenio-dapalavra)
‎Ninguém é tão sensível. Ninguém é bruto o tempo todo. Todas as vezes que tentam me colocar num desses estereótipos eu fico angustiado, sabe? Porque não é verdade. A vida é plural e a gente é feito de vários momentos. A construção da personalidade é feita de vários momentos, dentro de impressões sobre o mundo que você tem a cada momento e antes de qualquer coisa eu tenho muito mais conflito do que certeza. Então, eu não posso me afirmar porra nenhuma.
Marcelo Camelo.  (via oxigenio-dapalavra)

antologicos:

… Digam que comparo o caminho da padaria que eu tanto amo com uma voz forte e ingênua que nunca mais cantou pra mim. Digam para a menina da coroa de flores que vi beija-flores fazendo ninhos em sua cabeça…”

- antologicos

antologicos:

Box de número 12 
Amarelo,
Tela de proteção
Não havia ninguém por la,
Apenas flores de plástico.

- antologicos

antologicos:

De quando chove.

parimundi:

Desculpa qualquer falta

qualquer mão infeliz que tocou teu ombro
qualquer escuro que te cegou
qualquer bomba de sal que destruiu teu chão

me sinto pequeno
tão pequeno.

- antologicos

philosophyandthearts:

Linda Vachon -blanche

O som que chorava
não era da minha guitarra
eram lamentos da minha alma

Amor com Vinho